Publicado por: dcvmais em: Maio 11, 2009
A cor está tão presente nos nossos dias que nem lhe damos a devida importância. Para nós, a cor é encarada como algo certo, algo que distingue o dia da noite, a felicidade da infelicidade, ou seja, é um elemento que nos faz perceber que tipo de reacção ter perante os objectos: verde vou arrancar, vermelho vou parar.
O facto de vermos o mundo com outros tons deu-nos a nítida percepção da relevância das cores na nossa vida.

As experiências que realizamos são um bom exemplo do contraste que as cores podem provocar, alterando por completo o seu significado. Desde um logótipo internacionalmente reconhecido para um totalmente personalizado, de um desenho animado até uma caracterização comunista e desde a passagem de uma imagem doce e inocente para uma imagem malévola, todas estas remodelações modificam a ideia padrão que nós associamos no momento em que pensamos nos conceitos.
A LEGO será eternamente associada a um fundo vermelho com as letras em preto, sem esquecer o ligeiro contorno em tons de amarelo. Ora, para lhe darmos uma imagem completamente diferente e um significado também ele contrário ao original, decidimos recorrer a dois tons infantis, já que a LEGO tem como público-alvo as crianças. Assim sendo, o azul claro (rapazes) foi adoptado como tom de fundo e o cor-de-rosa (raparigas) o tom envolvente do nome da empresa.


Os Estrunfes são desenhos animados muito conhecidos pelas crianças. Contudo a imagem que estas têm destes pequenos bonequinhos em nada se compara à imagem que recriamos dos Estrunfes.
Decidimos relacionar um estrunfe com uma vertente política: o comunismo, já que o próprio desenho animado adopta uma posição semelhante com o símbolo do partido (braço esticado e punho cerrado).
Assim sendo, substituímos o azul natural da personagem pelo vermelho característico do comunismo. Para dar um maior impacto, recorremos ao preto como cor de fundo, um tom forte e poderoso.


Nesta experiência tentamos dar uma nova personalidade à imagem. A doce figura do Tweety foi assim transformada numa figura maléfica.
Os tons amarelos característicos desta personagem (pintainho) foram substituídos por um azul eléctrico que, em contraste com os olhos vermelhos, revelam uma maldade incoerente com a personalidade real que o Tweety incorpora.
Para finalizar o conceito, associamos mais uma cor, um verde florescente. Tudo tons bastantes intensos e que intensificam a maldade e o contraste que queríamos transparecer.

