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Ricardo Reis

Publicado por: dcvmais em: Maio 11, 2009

A filosofia de Ricardo Reis é a de um epicurismo triste, pois defende o prazer do momento, o “carpe diem”, como caminho da felicidade, mas sem ceder aos impulsos dos instintos. Apesar deste prazer que procura e da felicidade que deseja alcançar, considera que nunca se consegue a verdadeira calma e tranquilidade – ataraxia.

 Na tentativa de representarmos fidedignamente este poeta, a nossa tipografia pretende retratar o seu espírito tão carasterístico, através da utilização da silhueta da face humana como base do formato do texto. A própria silhueta resultou de um combinado de linhas com traços muito soltos, para assim reforçar a pacatez e simplicidade de Ricardo Reis.

O nome do poeta a sair da boca pretende captar a visão que o poeta tem do mundo. O seu nome flui livremente pelo espaço humano, espaço este que Ricardo Reis encara com muita tranquilidade e pacividade, abstraindo-se dos seus pensamentos e de tudo o que o envolve. Daí termos colocado o poema entre as linhas da silhueta, pois as palavras e os seus pensamentos pertencem à sua mente e não têm por que incomodar a sua vida tão sossegada. O fundamental para o poeta é sem dúvida viver a vida, já que esta “passa e não fica”.

Finalmente, e continuando no freehand, a frase do poema em linha recta reflecte o classisismo típico de Ricardo Reis, os seus ideias de vida tão transparentes e simples, as suas ilusões de que os pensamentos não se exteriorizam, porém contudo há sempre algo que escapa, um desafabo impossível de conter no seio da sua razão.

 

 


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  • Bruno Giesteira: Estimada Maria, O trabalho teórico sobre a tipografia/letra como elemento "imagético" vai de encontro aos objectivos do desafio lançado na aula:
  • Bruno Giesteira: Estimada Maria, Reafirmo o meu comentário anterior. - Pretende-se que o artigo reflicta (em detrimento de uma análise mais biográfica...) um d
  • Bruno Giesteira: Estimada Maria, Tal como referi no email vou precisar de mais algum tempo para comentar com cuidado o artigo editado. Todavia, e numa leitura (brev

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