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infografia: artigo pessoal

Publicado por: dcvmais em: Junho 19, 2009

Informação e mais informação que nem sabemos o que seleccionar para suavizar a informação, inúmeras imagens todas elas essenciais e impossíveis de serem descartadas, gráficos e mais estatísticas para complicar o panorama…Como contornar esta situação que diariamente se apodera das redacções dos meios de comunicação? A resposta já vem desde a pré-história, mas parece que só recentemente se revelou uma prática corrente. “A infografia não é uma linguagem do futuro, mas sim do presente“  Alberto Cairo

Sim, falo da infografia. Para muitos ainda desconhecida, para outros a sua arte diária.

Infografia é a especialidade de desenho e comunicação visual ou mesmo desenho gráfico, que se ocupa da integração interdisciplinar de desenho, fotografia/imagem, ilustração, gravura, dimensão volumétrica, etc.”

Desde o início que tem vindo a ser útil para descodificar a informação mais complexa, através de imagens e de uma estrutura mais dinâmica de apresentar a informação. Mas há que referir que a simples junção de imagem com texto nem sempre resulta numa infografia “nem todas as ilustrações são infografias. Para que a ilustração se considere infografia tem que explicar algo, contar uma história, transmitir informação como uma notícia.” Alberto Cairo

Em imprensa, pelo menos, é necessário que determinados critérios sejam respeitados para que possamos estar diante de uma estrutura capaz de enquadrar uma infografia, tais como ela dar sentido a uma informação completa e independente ou então fornecer informações actuais suficientes para compreender os acontecimentos.

Um dos aspectos em constante discussão foca-se na origem do termo. Por mais confusões que se possam fazer, “informação + gráfico” é a designação mais aceite:

Tratamento gráfico original de informação com recurso ao computadorPacho Reyero

Aplicação do grafismo à comunicação“  Javier Delicado

Elemento informativo realizado com elementos icónicos e tipográficos, que permite ou facilita a compreensão dos acontecimentos, acções ou factos da actualidade ou algum dos seus aspectos mais significativos. Pode acompanhar ou substituir o texto informativo“  Valero Sancho

Se dantes as infografias eram o suporte de apresentação das descobertas físicas, hoje as infografias chegaram ao mercado jornalístico simplesmente para dar opções àqueles que já não perdem muito tempo a consumir notícias. Antes de ser um recurso é sem dúvida uma estratégia, um meio de dizer às pessoas que se tem tornado cada vez mais fácil compreender os factos noticiosos e que cada vez necessitam de menos tempo para se manterem minimamente informados. Sim, porque o tempo é decisivo e creio que, hoje em dia, é sem dúvida o factor que mais leva à massificação de infografias nas redacções, seja na imprensa, seja na televisão.

O fundamental é que quem informa consiga através do desenho estruturar da melhor forma os dados, de maneira a torná-los em informação que o receptor consiga compreender e memorizar. Nesse momento podemos dizer que a infografia produziu conhecimento. Tal como outro meio de tratamento de informação, a infografia também se adapta ao género de informação que noticia. Assim sendo, quando reproduz notícias de última hora, devido à urgência da publicação, leva a que fique pouco pormenorizada. Pelo contrário, quando o objecto de trabalho tem como base reportagens há muito mais tempo para a produzir e, como tal, há tempo compilar dados e artigos anteriores, resultando num trabalho completo com diferentes tipos de conteúdo (vídeos, áudios, gráficos…). Para além destes aspectos, há ainda a hipótese das infografias serem animadas (lineares e com pouca interactividade) e interactivas (complexas e diferentes formas de navegação).

Mas as infografias não são o ramo jornalístico mais apropriado para retratar as histórias humanas, em que os sentimentos e as emoções são o cerne da notícia. Mais depressa nos socorremos da infografia para revelar números estatísticos, rotas, consequências, motivos, já que, segundo Alberto Cairo, “a  infografia é muito melhor para transmitir os dados frios, os dados duros”.

Esta nossa proposta de trabalho deu-nos um cheirinho do desafio de transformar uma notícia numa infografia, ou então, contar por imagens o que realmente sucedeu. E se uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras, o desafio não se colocará na eficácia da infografia mas sim em todo o processo anterior à publicação propriamente dita. Por vezes torna-se simples explicar um facto que reuna muitos dados e que à partida nunca atrairá o leitor, perdendo por completo o objectivo: comunicar e informar.

Até chegar aqui ao curso não tinha conhecimento deste ramo jornalístico, mas de imediato me apercebi da mais valia que as infografias se podem revelar. Não nos podemos esquecer que as palavras não são o único meio de comunicação. A imagem é sem dúvida bastante expressiva e por vezes é o suficiente. O grafismo, além de “abrilhantar” também transporta consigo uma capacidade atractiva que poucos conseguem. O nosso olhar é um sentido bastante mimado que procura sempre por coisas novas e coisas diferentes que contornem a rotina e nos traga um pouco mais. Um pouco que fará toda a diferença, um pouco que fará estar mais à frente, um pouco que sempre será mais. Neste sentido, a infografia tem sido esse pouco mais de que o jornalismo, o design e a comunicação necessitavam para se poderem aliar num só elemento.

Referências bibliográficas:

http://domdodesenho.no.sapo.pt/domgloss.html

http://www.slideshare.net/webjornalismo/infografia-slides-de-apoio

http://jpn.icicom.up.pt/2006/07/11/infografia_nao_e_uma_linguagem_do_futuro_e_do_presente.html

http://www.ull.es/publicaciones/latina/librovalero.htm

http://www.aiga.org/content.cfm/clear

http://www.aiga.org/content.cfm/why-design

http://dcvmais.wordpress.com/wp-admin/post.php?action=edit&post=123&message=1

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  • Bruno Giesteira: Estimada Maria, O trabalho teórico sobre a tipografia/letra como elemento "imagético" vai de encontro aos objectivos do desafio lançado na aula:
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